domingo, 28 de fevereiro de 2010

ligação sem bilhete

Tensão não tenho.. Hoje vai ser sem som. A probabilidade de estar desinspirado é segura. Vou ser sério e não vou desiludir quem apostou em mim, até porque esta fase do campeonato é decisiva. Sei que não vai ser fácil de compreender, se houver uma desarticulação nos processos de ataque. Contesto e protesto, caso não consiga afirmar a minha velocidade. Mesmo que ligues a dizer que estás atrasada, eu vou entrar em campo e quando marcar golo vou apontar para a parte sul. Fica nessa zona para depois te dedicarmos o golo.. Isso ficará em segredo. Quem já tirou o bilhete para logo??

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

tristeza de sono

Boa noite paneleiros engravatados e putas desastradas. Há umas semanas que não trocávamos umas palavras. Tenho hibernado, mas já vos ando a sentir o cheiro. Será que nestes dias os cumprimentos ainda bastam. Agora, que estou na cama é que perguntas as horas. Deixa dormir e vai pó caralho que a botija ainda está morna e o menino tem vivido dias brutais. Ainda têm muito a aprender. O meu problema não é o de não saber o que fazer, mas sei o que te responder, pois já revi o filme Italiano e não tenho medo. Deixa-me dormir mais um bocadinho que te vou responder em Italiano, não desconfies da minha oratória eficaz, que desgasta qualquer um que venha com modos de paneleiro a berrar aos ouvidos. Amanhã de manhã, vou ficar na cama. Mas depois, vou ficar com uma doença, e bem depois ficarei melhor. É triste não saber o que querer, é triste não saber pensar, não ter maneira de saber, nem ver jeito de melhorar. é triste não saber viver sem barba para fazer. É feliz ser tão triste, nem ter horas para me deitar. Como é bom, um homem morrer, sem ter cova para se deitar. Sou feliz, quando estou triste, quando não sei se consigo chorar.E isto é triste, nem que não o consiga lembrar. Isto é triste.

Escrito debaixo do joelho, num dia em que era velho.

Pontapé na Agricultura

Ai ai, ora vem a gente dizer que duas rodas tem a bicicleta, quando na verdade é a bicicleta que as tem.Há partidos de direita, e há quem chute com a esquerda. Há quem como eu, martelo só com uma mão, mas há também quem chute com os dois pés. Não é? Eu acho que é. Depois de vomitar as dores que me atormentaram e depois de sedado de tanto pontapé, passei a martelar com a esquerda.Isso era uma coisa que me andava atormentar. Tá claro como a cara de um tolo, e não como a clara de um ovo. Quanto mais penso, mais percebo que é tão fácil como estar agarrado aos matraquilhos. Isto é canja pá. Mas não é isso que eu venho aqui falar, o meu problema é a reforma agrária. Mas por que raio o pessoal não se dedica ao mirtilo, já para não falar do mel, isso é que dá pastél à brava, e é caro, o do resto da Europa é uma merda (haveria mais exemplos). Deixem de se preocupar com a batata, milho e centeio, isso não dá nada.
Bom, vou embora, porque a dor ainda não me deixa sem dor. Mas dentro de momentos vou sem dor, porque tenho que por um pano quente no braço.Vai ser um embaraço. Mas quando me virem no futebol, lá estarei com o mesmo cachecol, com a sobrinha a dar na cabeça e as mãos, essas, estarão despreocupadas sem martelo na mão, porque nada me faz falta e nada me seduz. Vou passar uma fim de semana fora para ganhar coragem.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Histórias por acabar

Estimados leitores, peço apenas 10 minutos de concentração.Vou escrever a história de uma individuo, de seu nome Cabral Alberto Leão . O Alberto possivelmente nunca o viram ou ouviram falar, mas já vós digo que é mais conhecido que o pároco local. A casa dele fica isolada no meio do matagal, entre as duas povoações. Sempre que ele aparecia na aldeia para comprar farinha para os animais, os miúdos aproximavam-se dele para o ouvir contar histórias. As mães ainda gritavam para terminarem o lanche, mas os miúdos não queriam saber e corriam como loucos para não perder nenhuma história. A aldeia ficava mais calma, as mães aproveitavam esses momentos para descansar ou lavar o chão. Já os homens, olhavam à porta dos cafés para o espectáculo, uns riam enquanto seguravam as canecas de cerveja, outros vigiavam os filhos, enquanto sorrateiramente tentavam ouvir as últimas de Alberto. O homem de quem se fala, tem perto de 30, era alto, com olhar meigo, usava calças de fazenda larga e camisas finas e tinha um chapéu de aba. Vivia sozinho desde a morte da sua mãe, e ocupava o seu tempo entre os trabalhos manuais, o cuidado com os animais e os passeios no mato onde aproveitava para trazer algumas cavacas para se aquecer do frio do inverno. A casa era de pedra, pequena e muito antiga com um grande quintal, que fazia fronteira com um denso mato onde habitavam diferentes espécie de árvores e animais. Na época das chuvas Alberto, dedicava-se as construções em madeira e à criação de pequenas histórias, que depois de terminadas iam para dentro de uma caneca de louça que tinha no móvel da cozinha. Sempre que a primavera chegava, tratava dos estragos causados pelas chuvas e começava a preparar as terras para os primeiros cultivos. E, no Verão lá ia ele ao Deus dará, de Aldeia em Aldeia contar as histórias que escrevia durante o Inverno.
Ando com dificuldades em separar o passado do presente, mas esta vai ter futuro.

a diferença está na massa

Teve sede a menina Tina. Foi à mercearia e pediu um vinho fino e erudito, em troca deram-lhe um espumante bruto e pujante. Desde essa altura a sede nunca foi a mesma.


Ventos ciganos

Fevereiro está firme e passou-me ao lado. Ontem apeteceu-me escrever uma carta a Maria. Hoje nada me apetece. Apetecia-me talvez acabar com o E de vez, mas já comi uns torresmos para aquecer e para mim até estavam saborosos. E para ti, Maria?
Esta casa é fria, e só na cozinha se está bem. Ontem pus a lenha errada no forno e não parei de rezar durante toda a noite. Nesta zona os ventos sopram forte e os muros são velhos e as árvores, ai coitadas das árvores... Também elas não têm a força de outras épocas. Não sei como a menina cigana aguenta fazer cestos com as mãos descobertas e com um frio destes. Sem abrigo sem fogo, só com o vime na mão. Eu bem disse que tenho que acabar com os E´s. Há uns anos dei-lhe um chocolate. Hoje dei-lhe um Adeus. Está crescida a garota, já é quase senhora. Não, talvez da próxima vez em que voltar a parar por estas bandas seja senhora. Agora, acho que ainda não o é.Ou será? E o vento sopra, continua a soprar. Qualquer dia vou atrás dela, empurrado por ele, só para ver como resistem as pessoas ao frio. Mas para onde irá ela? Será que vai na direcção do vento. Amanhã vou apanhar umas cavacas e pinhas para lhes acender a lareira. Nestes dias os paus ardem como palha e o calor quase não se sente. Hoje os animais precisam de calor. E quem não precisa dos animais?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Guerra das emoções

Erma, a filha do general já não sabia o que fazer. A manhã era cinzenta, os passeios feitos de paralelos brancos com pequenos desenhos cinzentos no meio da passadeira. Os agentes passeavam pelos cantos da sala de passo ligeiro e postura direita, apanhados por um fio incolor que os controlava do tecto. Na cara de Erma não se vislumbram emoções, seguia cuidadosamente a fila de aproximadamente 20 crianças em direcção a uma sala. As cortinas eram brancas, as paredes eram rasagadas por portadas em vidro, os raios entravam aguçados e eram altamente penetrantes. As vistas apenas alcançavam o branco o fundo das paredes. A sala era ampla, com um tecto envidraçado, e oval. Não se ouvia nada, apenas os soldados vestidos de branco, de cabeça rapada, que apenas comunicava com gestos. No seu uniforme apenas se liam as iniciais NE. Ningém sabia o que aquilo quereria dizer. A fila era ordenadamente dirigida para um elevador, que as transportava para o piso inferior. Ao chegar ao piso -1, Erma e observou um grande número de crianças sentadas, com uns fios que saiam das cadeiras e que se agarravam as cabeças por ventosas. Nem ela nem ninguém percebia o que se passava, o ambiente era calmo, os passos leves e não se ouviam ruídos. No meio da sala havia uma lista florescente no chão, os dois soldados agarraram Erma pelos braços, despiram-na e deitaram-na num tapete rolante. Ao chegar ao outro piso rapidamente lhe tiraram as medidas e vestiram um fato branco com o número t33. A sala era fria, dela saiam vapores quentes e não existia nada, apenas uma prateleira com um grande número de roupas brancas, capacetes, luvas botas e jardineiras. Depois de vestidas, foram encaminhadas para outra sala. O piso era escuro, e nada se via excepto as pilhas que os soldados tinham em suas mãos. Aguardaram durante 2horas. Entretanto num canto da sala desceu uma luz amarela, era uma cadeira dourada que era suportada por quatro soldados. Deixaram a cadeira no meio da sala. As crianças olharam apavoradas , enquanto encostavam os seus corpos franzinos uns aos outros. Um som estridente rompeu num dos cantos da sala, dela saiu um homem que se aproximou e se sentou na cadeira. O homem largou algumas palavras, uma das crianças começou a chorar, um dos soldados aproximou-se, desembainhou um sabre, que rapidamente fez passar junto ao pescoço da criança. A cabeça caiu, o sangue jorrou sobre os que estavam ao seu lado. O homem prontamente avisou, que o mesmo aconteceria a quem voltasse a derramar uma lágrima. As crianças, olharam umas para as outras com temor em grande estado de pânico. O homem do alto da cadeira, ordenou que a partir daquele momento, ninguém poderia chorar, rir ou mostrar qualquer tipo de emoção. Estas foram as únicas palavras que disse. Durante largos momentos só se ouviram gemidos e o homem e os soldados abandonaram a sala. As crianças passaram a noite na sala escura com medo, fome e sono, sem rir chorar ou mostar a sua raiva, ódio ou nojo por tais criaturas....

domingo, 31 de janeiro de 2010

Enchido de fé

Esta merda vive uma fase de mentira disfarçada de ultraje para Napoleónicos com fraco sentido de critica. Isto não agrada a ninguém, não vale a pena passarem por felizes sem entornar o verniz e inventar umas desculpas para terem vontade de voltar. Ide é levar na peida e não delirem com merdas que só servem para enfeitar, não há nada mais serio para aqui botar, nem uma toalha de linho para este estado de pobreza franciscana disfarçar. Botai lá qualquer coisa para tocar e animar este decapitado de ideias.. Isto anda com uma amargura, que só com dieta é que lá vai. Deixei de comer para doar os restos a quem vier espalhar o bem. Bati os mínimos a poupar nos processos metabólicos, o meu sistema nervoso já ameaçou o enterro neuronal e isto não promete. Andais aí com sede e fome, mas podem vir todos cá.. Em troca, temos carne, pão e couves para os enchidos. Só têm que arregaçar as mangas e trazer uma botelha com vinho branco. Venham todos mas venham já, que esta lavagem é dada de boa fé. Provem lá e eu digo-vos como é.

Uma espécie de estorninho

Que Deus te guarde, pura e sã. Que não te percas pelas ruas negras da sodoma e te encontre em estado de sonho vegetativo. Diz-me como foste criada, será que eras nobre ou foste traída pelas intempéries das crenças. Que tangas usavas e que ritual seguias? Que fio de pena usaste para medir o batimento da pulsação ou os membros do malfamagrifo . O que fazes aqui canária? Não devias ter fugido do teu reino. Olha, eu cá não tenho pena da tua frigidez emocional. Podes ir embora, já nem te vejo por pensamento. Deixa lá essa tormenta e imigra para cantar noutra praça. Por aqui as janelas estão fechadas, não peças para abrir as persianas que as lágrimas caem afiadas e furam qualquer ilusão. Tapa a cara com betão, que te espanta a inquietação. Os ventos por estas terras são fortes.Foge daqui, voa para outra gaiola, que eu traio, e desconfio que vou romper as grades dos maus costumes.Eu cá não tenho pena, vou atrás da gralha, que não tem quem lhe dê comer. Vou andando, vai fazendo o guardanapo com cetim, que um dia volto para me assoar. Agora, vou voar de galho em galho.

almofariz de porçelana

Eu ando-te a pressentir. Tu pressentes. Ele prosseguiu. Nós podemos prosseguir .Vós, ide-vos lá foder. Eles e elas que se fodam. Faz anos que não te vejo. Fazes anos em Janeiro. Hoje é Fevereiro. Ponho-te a mão na razão e tu dás-me o coração. Aqueço-me no fogão e tu pões o esqueleto a nú. Apagas a vela e pedes a minha chama, estás morta por me ver jogar xadrez. Queres que te coma com o meu pião?! Nas traseiras ardem cavacas em lume brando, e tu não queres que o fogo murche. Bebo o teu suco de pé num longo copo de cristal. Mato a sede, e não paro de te triturar no almofariz. Bebes como louca ao ritmo certo de uma valsa. Embriagaste-te com sumo natural e inalaste o incenso corporal que te queimou até ao pavio.Embruteci. Parti como uma louça de porcelana, depois de tanto trabalho de moagem eficaz. Fica aí a moer, porque nada dura de forma tão pura toda a vida.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O sonho

Manel com 16 anos já tem bolhas no pé, trabalha de dia e noite sem largar o boné. Toma xarope de coragem às colheradas e passa os dias refém do destino, sentindo cada dia como o primeiro. Ambiciona ser vagabundo, e vive esquecido do futuro. Embebeda-se em leite, para matar a sede do esquecimento. Os amigos cedem-lhe o leito, mas ele prefere andar sozinho, escutando o silêncio, enquanto dá uma volta ao cansaço, ganhando alento para as incertezas. Teme a madrugada e adormece cansado, que nem o barulho dos lobos o acordam. Acorda para o que não lhe apetece e não leva isso a mal. Acha que é obra do divino, e ataca de frente o encanto da juventude, não esquecendo a cobiça de uma vida. Anda com homens safados, mora com homens de luta e disputa com o coração a certeza da solidão.
Não quis assistir ao desfecho da sua história, e correu atrás de um sonho que andava à solta. Disseram-lhe um dia que a vida era dura, ele não acreditou e arregaçou as mangas. Andou em ruas desertas, disse adeus às gentes e pulou atrás da aventura. Correu de braços abertos para aqueles que o aceitam. E foi assim que viu o mundo andar para a frente.

o Grande capital

"Dizem que o ódio é babuseira e que a raiva é má conselheira, mas nós com o grande capital damo-nos mesmo muito mal."

Fui há tempos ao banco para pedir um empréstimo para uma aquisição maquinal. Não correu bem, precipitei-me e vim embora porque não percebo nada de bancocracia.
Parece que há uns anos, depois do escambo (embrulha esta), o dinheiro era feito em ouro, o pessoal por uma questão de segurança, guardava-o bem guardadinho, em sitíos bem segurinhos. Pois é, parece que os ourives já na altura, não facilitavam nesta coisa da segurança. Ora os ourives para controlar o dinheiro ao pessoal, passavam uma espécie de recibo, para controlar a malta. A cada depósito passavam um recibo. Ora como consequência, os recibos passaram a ser aceites como dinheiro e era raro o pessoal mexer no seu ouro e prata, até porque era pesado e já na altura havia mialgias, não havia era voltaren. Foi então que os ourives, tiveram a ideia de criar notas para fazer empréstimo ao pessoal que não tinha ouro e prata no banco e para isso cobravam juros. Os juros que ganhavam era fruto do ouro e prata do pessoal que o tinha guardado.
Depois faço um depósito com o resto.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A fada e o homenzinho

Lá ia o senhorzinho com o seu cheiro de fé, tiro liro ou tiro lé. Tinha um ninho de má fadas malfadadas, quando pensava nisso ui, suspiro e ahhhh. Sempre que o homenzinho tremia, bebia um copo de água e ráz tráz, o homenzinho com o medo ficava. De vez em quando desaparecia e só a fada o via. Sempre que ela se aproximava ele, fugia de tanto medo que tinha. Toda a gente se lembrava dele, mas ninguém sabia o seu nome, sempre que alguém se aproximava dele, mais medo ele tinha e tremia, tremia e sofria. Um dia, encheu-se de coragem e fugiu, saltou para dentro de um poço, talvez a morte levasse o feitiço. Passado alguns minutos imergiu, apoiado nos braços da fada, que o deixou num manto de folhas no meio da floresta. Passado três dias a fada voltou, e enquanto ele dormia escondido no meio das folhas aproximou-se lentamente, observou o senhorzinho, que atá a dormir tremia, colocou a mão em volta do seu pescoço, encostou os lábios junto aos dele e ele chorou. O homem acordou, a fada evaporou, olhou para todos os lados, chamou pela fada e nada. Sempre que pensava na fada mais seguro de si ficava e sempre que ficava sozinho tremia. A solidão fazia-o pensar na fada, com o tempo a saudade aumentou, o homenzinho não resistiu, comeu uns bagos venenosos e morreu para se juntar para sempre à sua fada.

Quando me deito

As mãos da dentista é que me acalmam quando me deito. Perante a iluminação que me entra em forma de onda, dedico-me à reflexão e, flecte insiste, flecte insiste. Na cadeira da dentista é que me sento a preceito, espantando o remorso dos azeites. Começo a rezar ai, ai meu Deus não me corte não me aleije, que eu não os volto a deixar fermentar, que se aplique e não falhe na arte da manipulação das alfaias metró bélicas. Juro só assim esquecer os tormentos da semana e tapar os buracos abertos pelas toupeiras, e eu acabo essa praga,termino com ela mas, não me tirem as cenouras da arca da vizinha..ai deus me acuda, se não me hei-de vingar. Não tenho jeito para vender tremoço, mas dou um jeito com a tesoura e juro que não corto mais, seja em quem for, e vou alisar o véu destapado que torpe e enfeitar com a trincha a cara do moço, mas por favor, não lhe tirem o almoço. Chiça pra mim. Eu dou um jeito, não lhe tirem o almoço.

temos muitos nabos a nascer das burrices da terra..

Vou aproveitar esta minha fugaz passagem para dizer que, está tudo bem comigo. A centrifugadora já funciona e estou a ficar craque na arte do sapateado. Deixo os pseudo nabos germinar em relativa velocidade de desabrochamento. Podem dizer que sou parolo por não ler o Peixoto e preferir a Sarah Beirão., a mim não me interessa que se debruçem sobre a corrupção na OMS ou da ocupação Americana após o sismo no Haiti. Nada está perdido, não me enervem muito porque senão tenho que chamar o Sá Pinto, e ser obrigado a vos enfiar umas buchas à Sá Viola. Prefiro dedicar-me a sobreposição das solas e não veicular ramificações de espinhos venenosos na cauda. Podem dizer o que vos aprouver. Eu cá, zás, trás, à porta da minha sogra não se pode namorar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cartão Jovem 30

É com alguma desconfiança que festejo as passagens de ano. Sinto-me a ficar mais velho e passado dos cornos, e o passado( não dos cornos), mas temporal, a ficar mais longe e o futuro aproximar-se a uma velocidade desproporcional, relativamente à velocidade de planeamento territorial intemporal.Às vezes preciso destas merdas para me sentir um jovem. E é por essa razão que cada vez mais me sinto um jovem.Mas com o alargamento do cartão jovem até aos 30 anos, ui. Hoje sim, sinto-me velho como o Saramago ou o Manuel de Oliveira(que por sinal tem um grande filme em 2009). Ainda me lembro dos tempo em que usava o dito cartão, para vincar as cartas que escrevia às miúdas. Bom, toca lá a por essa coisa a andar, para ver se ainda aproveito uns aninhos esta coisa da jovenialidade.

Um bom cd anti rugas de 2009 para recuperar a vivacidade da sua pele intra auditiva, e acompanhar a reestruturação capilar cerebral, de certeza um bom tónico facial para descontrair e se tornar jovem durante muitos e longos anos..

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Amor à pátria

Corre o boato, que se juntaram os três amigos, o Sério G., Fausto e JMB. Nunca tive muita pachorra para ouvir qualquer um dos três, embora até seja do melhorzinho que temos por cá, digo eu, que não sou profundo conhecedor da música portuguesa. Agora, também andam para aí a ouvir os Bfachadas e outros, que os entendedores são unânimes em afirmar, que se tratam da nova geração de artistas, e que por sinal, já com cd´s candidatos a melhor da década. Eu por exemplo, sempre que oiço um cd dos flor caveira, fico com vontade de ouvir Sitiados, já para não pedir, lá sei..isto.

Obituário 2009

Obituário

João Aguardela
Raul Solnado
Claude Lévi-Strauss
Michael Jackson
Patrick Swayze
Jack Rose
Pina Bausch
Merce Cunningham
Boby Robson
Les Paul



Pode consultar aqui a lista.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Uma prenda de Natal para o ano inteiro..

Andava à tempos para ler um livro do Luiz. Ouvi falar pela primeira vez no Pacheco, num programa da rtp2, pouco depois da sua morte.. Na altura fiquei com vontade de ler um livro dele,deve valer bem a pena, mas o tempo passou, eu passei-me e passei sem ler o tal livro.
Recebi umas larecas no Natal e vai ser o meu presente.

Vale a pena ler algumas entrevistas do man. Podem fazer isso, aqui ao lado.

Ficaste associado ao Limoeiro...
Opá isso é o Bocage... fiquei ligado ao Limoeiro... já nem há Limoeiro, calha bem... Tu tens de perceber uma coisa, eu quando falo no Limoeiro é para chatear o burguês instalado...mas toda a gente sabe que estive lá por motivos da política e por comer umas garotas e uns garotos...bons tempos, c******!

Impressionante a tua memória, Luis.

É a única m**** que funciona, pá.

Só mais uma pergunta...

Agora não respondo mais nada... estou cansado...c******!... são 80 anos, foda-se... vá, pira-te que eu tenho de mijar e ir comer qualquer coisa...

Faça as contas

E foi assim, mais ou menos assim,,,,

2000.
2001;
2002!
2003...
2004 etc.
2005?
2006*
2007$
2008-
2009+

2010?!*.....

Em Saldos

Melhor descoberta da década....

Tradição de Natal.

E como o Natal é quando um homem sonha, a gerência vem desejar a todos os clientes, frequentadores, amigos, colegas, visitantes, sócios, vendedores, sejam putas ou paneleiros o que interessa é serem felizes, um bom Natal e muitas prendas no sapatinho. Aproveitem a época balnear para esquecer paneleirices e aproveitem para desculpar, deixai as candeias às avessas e ide pagar um shot de porto ao vosso pior inimigo, acompanhado com uma boa posta de bolo rei e a seguir oferecei-lhe um presente que, pode ser o brinde do bolo rei( por falar nisso, onde anda o brinde do bolo rei). Foda-se, para que me lembrei eu deste promenor. A tradição já não é o que era.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Já começou?

Isto está calmo. Mas. Despois de começar não pode mais parar.
Um dedo...outro dedo..uma mão.....um colhão....
Vamos dançar, começa devagar..depois de começar,
não pode mais parar.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Grande Ministra Polaca

Há quem diga que as polacas, não se livram da fama de serem boas..mas ao que parece também têm uma boa ministra da saúde..

"Não vamos encomendar nenhuma vacina H1N1 a menos que exista evidência completa de que são completamente seguras,"
"Não irei trabalhar sob pressão! Nós não iremos encomendar nenhuma vacina para a gripe H1N1 a menos que haja completa evidência de que são completamente seguras,"
"Não devíamos estar preocupados se a vacina vai estar pronta a tempo. Mas se é segura em primeiro lugar. Não iremos dar ás pessoas uma vacina-placebo, não iremos seguir qualquer rumor, mas iremos basear nossas decisões em testes clínicos credíveis. Até agora esses não existem esses testes.


AQUI

cheguei, mas esqueci tudo..

Volta e meia, durante noites em que o sono é perturbado pelo som da chuva que não existe na minha cabeça, e depois de apanhar algum sol, lembro-me de coisas que me fazem lembrar que, logo mais, quando a chuva parar me tenho que lembrar de escrever aquilo que me lembrei enquanto o sol não abria e a chuva não se ía.

The gun Club

Na semana em que morreu Harvey Milk e passado uma semana de ter visto a merda de filme com o mesmo nome, alguém me alertou que o mau tempo chegou. Não estou preocupado, nem com uma coisa, nem com a outra. Estou preocupado com isto?



sábado, 7 de novembro de 2009

iSto

Não tenho tido muito tempo. O tempo não tem sido muito. E tem sido pouco o tempo que tem sobrado. No entanto tenho tido algum tempo para ver com tempo, isto e isto. E ainda mais isto.

eu sei

Que assunto é que vou falar amanhã? Tirando aqueles assuntos que toda a gente vai falar amanhã, eu vou falar dos assuntos que toda a gente vai falar depois de amanhã, mas nunca falarei dos assuntos que alguém vai falar amanhã. Hoje não me aptece falar de nada, nem do amanhã. Até amanhã.

Vara de porcos

Se a vida não vos corre bem, saltem à vara,.. Mas nunca, e mesmo nunca, olhem para a vida agarrados à vara.E nunca, mas mesmo nunca, se agarrem a uma vara.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Paradoxo do Nosso Tempo



"Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.



Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado."

George Carlin

domingo, 25 de outubro de 2009

Será Mago?!

Olá, minha gente? Como vão essas forças...tudo rijo? e esses ossos? É com pouco agrado, que noto que há para aí um pessoal que mesmo quando não há nada de especial por aqui, insistem em vir perder um naco do precioso tempo para aqui. Não tendes mesmo nada para fazer, cambada de lambões...ide trabalhar, e deixem de ir para as tascas beber copos, que isso não contribui em nada para o aumento pib, mas tb quero que se foda o Pib, por isso vão levar no cú e contribuam para o aumento de homossexuais, esse merda é que está a dar. Quem não se quiser dedicar a esta merda, dedique-se ao treino do garrafão e se não quiserem que vos empurrem o cócó para dentro, enfiem as rolhas no cú.. Esta merda pode ir ter com o velho Saramago, que já não pode com a voz, mas estou-me a cagar para o Saramago e só aqui vir para por um videozinho a todos os que gostam de vir cuscar umas merdas, que se fodam essas merdas de discussões sobre a religião. Mas, não me estou a cagar para essas merdas de discussões sobre religião, e o man, tem razão no que diz, pode andar a fumar charutos com o Fidel, mas nesta merda tem razão..e se pensarmos que há gaijos que gostam de levar no cú...porque é que a Igreja e o Vaiticano, são contra estas merdas. Cada um sabe o que lhe dá prazer e deve ser livre para escolher o que mais lhe dá prazer, não sei porque vêm essses cagalhões evocar a biblia, para dizer que essa merda da paneleiragemquerer levar no cú, é pecado. Fodasse, quem quer levar no cú que leve, não se metam na vidas das pessoas. Nesta merda o Saramago, tem bem razão, já para não falar dos presevativos e da bíblia do dia seguinte, já nem falo nessa merda.Não devia ter pensado em vir aqui colocar um video. Não devia ter pensado em falar de homosexuais. Não devia ter falado do Saramago. Mas já que aqui estou, aproveito para dizer que não se devem meter na vida uns dos outros, e devem respeitar a opinião uns dos outros e fodam-se bem fudidos....assim como os nervos.

domingo, 18 de outubro de 2009

17Hippies

Vai falar pró .......................

Fala

Fala a sério e fala no gozo
Fá-la pela calada e fala claro
Fala deveras saboroso
Fala barato e fala caro
Fala ao ouvido fala ao coração
Falinhas mansas ou palavrão
Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe
Fala francês fala béu-béu
Fala fininho e fala grosso
Desentulha a garganta levanta o pescoço
Fala como se falar fosse andar
Fala com elegância - muito e devagar.

Alexandre O'Neil

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Contos da freguesia

E é assim, tudo está bem quando acaba bem. Não tenho tido muito tempo para conversas, nem estou com muito apetite para escrever. A vida não está fácil. Estou aqui a ouvi um man que gosto muito e acho que quem não conhece devia apostar em ouvir. A partir de hoje vou ser o novo presidente da junta, algo que nunca me esforcei para conquistar e cargo para o qual me estou a cagar. Só fui para lá porque me disseram que não fazia nada, só precisava de lá ir 1 ou 2 vezes por semana, para ver umas merdas e falar com o pessoal do povo, algo que não me apetece muito, mas lá vou ter que fazer o sacrifício. Espero ganhar umas boas lecas para rebentar no póquer que esta merda de jogar ao burro em pé, é coisa de meninos e home que é home tem que jogar ó poquer como deve ser, não há cá feijões, mas sim estanho a sério e eu, estou disposto a perder muito dinheiro com esta brincadeira.Na altura o Chico pedreiro falou-me na sapataria que precisavam de um gajo bem parecido, bonito, inteligente e que fosse ambicioso. Eu, ainda pensei que ele se tivesse a por a jeito para ser enrrabado, mas lá percebi que o que o chico dizia era verdade. Disse-lhe logo que não tinha vida para aquela merda e que não era gajo para usar gravata e que não tinha perfil para aqueles corridas, mas que de facto sou possuidor de uma inteligência acima da média, nisso ele não se tinha enganado mas, continuava com um problema, que era o de dizer muitas caralhadas. Então ele combinou que ele arranjava um gajo para dar a cara, e eu só tinha que dar as ideias. E assim foi, com o perfil do filho do peixeiro, que com os seus olhos azuis, ganhou o voto das velhas da terra e com os tiques de paneleiro conquistou o dos homens, a minha vitória foi uma brincadeira, mais fácil do que limpar o cú a meninos. Só tive que arranjar um slogan e dar umas ideias aqui para a terra, o que foi canja, foi mais facil do que limpar o cú a meninos, difícil foi o tempo que perdi para que o cara de caralho percebe-se as ideias, mas com o tempo consegui. E assim, a minha esperança higiénica renasceu pois, a partir de agora quando acordar de manha terei água para lavar os colhões. Esta foi uma das promessas, e a que mais me interessa cumprir.

Não vou rever nada do que está.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Failure

Frederico García Lorca

Terra seca
terra quieta
de noites
imensas.

(Vento na oliveira,
vento na serra.)

Terra
velha
do candil
e da pena.
Terra
das fundas cisternas.

Terra
da morte sem olhos
e as flechas.

(Vento dos caminhos.
Brisa nas alamedas.)

domingo, 27 de setembro de 2009

não pude ir votar,mas boto aqui em 2 minutos

Não vou votar.
A Manuela, está velha e acabada, nada nos garante que ele não venha a sofrer uma doença até fim do mandato, aliás, penso até, que ela já demonstra alguns indícios de Xéxézisse, doença vulgarmente conhecida por ,pensando bem,não vou dizer, pois não quero chocar o pessoal que tem doenças no coração, do tipo, benfiquismo crónico.
O Sócras, é um tipo esperto, e sem dúvida que é bem parecido, tem um charme de ditador que chateia um bocado, não o levo muito a sério. Admiro-lhe o positivismo e convicção, mas mesmo assim, sou contra o TGV.
Quanto ao Louça, só votava nele se distribui-se calendários ou horários escolares com fotos da Joana Amaral Dias e a Ana Drago nuas, ou de tangas vermelhas, daqueles em que quando se lambe um bocadinho, como que por magia o pessoal ganhasse uma visão tipo super- homem e visse ambas as meninas num nú integral., A Aninhas embora não seja tão boa como a primeira, tem um ar mais equilibrado, a Joana tem mamas a mais para o cú que tem, e isso é uma das características do programa eleitoral do BE...
O Paulinho, é um gajo que embora pense rápido e tenha a mania que é esperto, é burro que nem um calhau, tem provas dadas e que não comprometem em nada o que digo. Tem um corte de cabelo, que só consegue competir com o do paulinho bento.
O único gajo que simpatizo é o Jerónimo, que para operador de máquinas, se não é isto é parecido, recita poemas com mais classe que qualquer um dos outros, este é que parece que estudou em Harvard, o mesmo acontece quando o oiço falar, será que foi a defender os trabalhadores que desenvolveu as capacidades de oratória. Se assim é, mérito lhe seja dado, a mesma desconfiança que sinto por ele é a que sinto pelos seus ideais..

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Publicidade enganosa

Estranhei porque é que num dia, fui mais procurado do que a Maddie. Anda para aí um gajo importante qualquer a fazer publicidade a esta merda. Já lhe disse para se ir foder e que se continuar com aquela merda lhe tenho que ir às trombas. Agora podeis ficar descansados.

Que lindo

Já sabia.Sabia, não.Pressentia. Pressenti ao ver aquela menina linda,que jovem tão linda,com cabelos lindos, ai, como gosto eu de cabelos encaracolados lindos. A cor da cara, cara linda, ai, que cara tão linda, que boca linda, queixo lindo, sua boca era linda. O corpo é que era uma merda, não tinha mamas e as pernas eram arqueadas, a garota devia gostar de montar a cavalo!!!1mas, de resto, tudo era lindo,,,,o estilo era lindo, os olhos lindos.....filha da puta da miúda era mesmo boa. Boa não, era só linda, linda comó caralho. Ainda por cima, é inteligente, simpática e vai ser rica, podre de rica, mas isso não me interessa. O que me interessou nela, é que ela, é podre de boa, podre de boa não, podre de LINDA!!!
Andava numa fase do caralho, em que só me perdia por milfs, e estranhamente elas se perdiam por mim, mas agora, estou perdido por ela. Ela é a mais linda, e é nova, que sina do caralho,e estuda fora, que sorte do caralho, e veste bem, que merda do caralho, e dança bem, que frustração do caralho a minha. Aquilo não é para mim, pensei eu. Passado 2 dias recebi uma mensagem dela, demorei cerca de 35 minutos a responder, não utilizei mais de 30 caracteres. Que linda merda, que merda tão linda. Já sei que isto não vai acabar bem. Lindo!!!!

terror de campanha

É verdade, ainda não acabei a história, mas está bem, estou-me a cagar se não a acabar, quero lá saber dos leitores, ninguém me paga nada para escrever e tenho mais que fazer do que me andar armar com escritas que só servem para manter a imaginação activa. Vem esta puta de conversa, por causa de uns mails que recebi à uns dias. Engraçado que só abri aquela merda por abrir, nunca pensei que uma leitora me pedisse para concluir a história e outra de nome Maria, que graça do caralho, me vem com uma puta de conversa do caralho. Então não é que esta jovem, que tem um blog de merda, que é intragável como a merda, me lembra que eu era contra o pessoal que não tem caixa de comentários. Que foda do caralho, ri-me que nem um labrego,então, como é que alguém se lembra de uma coisa destas, pior ainda, como é que alguém leva tão a sério aquilo que eu digo nesta tasca onde só se serve, ovo escalfado e peixinho do rio, com pão de segunda recesso e que ainda por cima quem manda, sou EU. Por amor d0 Deus.
Maria, agradeço, as tuas palavras e elogios,,,mas olha, entretém-te com a campanha eleitoral, e lê o plano dos partidos...isso sim, é importante,,,,,e é muito mais divertido do que as minhas histórias,,,já agora,,,,experimenta desfolhar as folhas do JN,,,,e vais ver o que significa a palavra .......TERROR....

domingo, 13 de setembro de 2009

O Cacho Misterioso............

Paulo é o nome de um rapaz de 16 anos e pesa 45 quilos.
Era uma vez um rapaz de nome Paulo que vivia numa aldeia no interior do país pertencente ao concelho da Guarda e vivia numa quinta com os seus avós maternos. Todos os anos no mês de Setembro , os jovem da sua idade regressavam à escola, tal como ele, embora este faltasse sempre nas primeiras semanas pois tinha que ajudar os avós na realização da vindima. Num desses dias, Paulinho, (que era assim que era tratado pelos avós e por toda a gente lá da aldeia), seguia pelo carreiro com a tesoura e um balde na mão,enquanto vindimava e encontrou um cacho com uma cor anormal, diferente de todas as outras qualidades, foi então que por achar aquela tão especial, em vez de a colocar no balde, a guardou no bolso do fato de treino. O dia continuou, o rapaz fazia todas as tarefas, desde acartar os baldes, até subir para cima dos tractores e amassar as uvas nas tinas. Paulo, adorava as vindimas, era aquilo que gostava de fazer, adorava comer uvas, ajudar e falar com as gentes mais velhas que todos os anos ajudavam os avós e que só naquela altura tinha oportunidade de ver e ouvir as histórias que estes tinham para contar, cantar as canções que só nessa altura se cantam, enquanto pisa o vinho e de vez em quando conduzir os tractores, coisa que só acontecia quando o Sr. Manuel já estava com os copos.. Ele sabia que isso só acontecia uma vez por ano e era essa razão de querer aproveitar ao máximo todos os dias das vindimas, esta era a razão de ser o primeiro a chegar e o último a sair da quinta.
Nesse dia, chegou a casa , ligou o fogão e enquanto esperava que a água aquecesse, tirou a roupa, e nesse instante voltou a lembrar-se do cacho que tinha guardado e que durante o dia o acompanhou. Tirou-o do bolso colocou-o em cima da pequena mesa que tinha no quarto e foi tomar banho. Ele adorava passar tempo no banho, cantava e pensava em coisas para fazer antes de se deitar. Para isso, precisava de muita imaginação, pois não tinha mais ninguém para brincar. Todas as noites antes de se deitar, Paulo construía casas de brincar com as corcódoas que se soltavam dos troncos dos pinheiros, e que encontrava no barracão dos momentos em que ele e o avó rachavam a lenha. Esta era uma das coisas que ele também adorava fazer, sempre que podia chateava o avó para e ir rachar lenha, adorava arrumar a lenha na casota que ele também tinha feito em pedra com ajuda do seu avó. Esta era uma das razões pela qual ele tinha tanto jeito para construir edifícios, muito deles esquisitos e inovadores, que era uma das caracteristícas do que ele estava a fconstruir. Era preciso ter muita vontade, gosto, paciência e principalmente imaginação, e Paulo tinha todas estas características.
Nesse dia, depois de jantar voltou para o seu quarto e enquanto colocava mais um adorno na nova construção, reparou nos bagos da uva e foi aí que reparou, que estes brilhavam de uma forma intensa, ele ficou incrédulo a olhar para aquele fenómeno, nem queria acreditar, nunca tinha visto nada semelhante, nem queria acreditar.
No outro dia, mal chegou à quinta contou logo a história à Ti Maria, que era a velha mais engraçada e aquela que com ele mais brincava e que vivia na aldeia vizinha. Ela ouviu a história e logo brincou com o Paulo:
- aí rapaz, se os teus avós sabem que tu andas a beber às escondidas, dão-te uma tareia- disse Maria
Ele nem queria acreditar, a Dona Maria não acreditou em nada do que ele disse e durante todo o dia brincou com a história. As vindimas passaram, e o cacho ficou em cima da mesa do quarto do menino e todas as noites, enquanto se debruçava na arquitectura das suas construções, olhava deliciado para a cor e o brilho do cacho, a que ele chamava de misterioso.
O tempo passou, o Rapaz voltou para a escola e continuou todas as noites a olhar para a sua fonte inspiradora, o CACHO.

(continua)...............

O Inverno chegou..........
, magro, comeu, transformou, casa de uva.......mãosgrandes..noite

O Inferno do Pirilampo

Era tarde, o sol já raiava, os meninos dormiam descansados nas suas camas. Manuela, abriu a persiana e puxou os lençóis até aos pés dos garotos, enquanto José preparava a cesta com a comida. Rissóis, empadas, filetes, latas de atum, trinaranjos de litro e meio e uma garrafa de vinho, era tudo o que precisavam para ter uma tarde feliz em família. Enquanto estudava a melhor maneira de colocar a comida no cesto, ia olhando para a cafeteira que tinha ao lume, e passava o termo por água para tirar as impurezas que restavam do verão anterior. Os rapazes estavam prontos, o cesto também, comeram alguma coisa antes de arrancar enquanto a mãe passava água pelo vidro do carro e verificava se tinha o mapa no tablier. Como combinado às 10 horas abandonavam a sua casa para passar um dia em família no campo. A meio da viagem o filho mais novo, Francisco, começa a olhar desconfiado para o pirilampo que estava colado na parte da frente do carro, entre a mãe e o pai. Paulo, que levava um caderno por cima do joelho e, com um lápis de cor laranja desenhava algo, apercebera-se do olhar atento e assustado do irmão. Durante algum tempo não disse nada, enquanto tentava compreender o que havia despertado o olhar do irmão, que lentamente modificava a expressão da sua face. Os pais seguiam viagem calmamente, um a guiava enquanto ouvia "quarteto pelo fim do tempo ", de Olivier Messian e, Manuela pintava as suas unhas de amarelo silvestre. Por esta altura o pirilampo já se tinha transformado em palhaço na cabeça de seu filho, que de repente gritou para o pai parar o carro pois estava a ver um palhaço que se ria para ele e que lhe apontava uma pistola à cabeça. O pai não lhe deu ouvidos e a mãe pensou que era mais umas das suas brincadeiras e mais uma das histórias que ele normalmente imaginava. Só o irmão mais velho percebeu que o irmão, que tinha uma imaginação poderosa, e em que normalmente as histórias eram divertidas, de reis e rainhas e os finais eram sempre felizes, causando assim alguma estranheza , mas que mesmo assim, não conseguiu evitar que o Pai continuasse a conduzir, e ele a desenhar.
O palhaço continua com as ameaças e diz-lhe que para que este desaparecesse e não o chateasse mais, tinha que saltar para o banco do Pai e virar o volante. Assim foi, nesse instante, Francisco atirasse ao volante e vira a direcção do carro, o Pai ainda tentou evitar, mas nesse momento já iam em direcção a uma ravina. O carro desceu descontroladamente a toda a velocidade, enquanto lavrava a vegetação, sendo apenas parado por uma pedra gigante. Passado uns instantes o carro incendiou-se e Francisco deixou de ver o palhaço.
Passado uns meses um pastor passava no local do acidente, onde já não restavam vestígios do acidente, tendo reparado num pequeno boneco que numa das pontas tinha uma luz que o encadeava. Ao aproximar-se viu um pirilampo, debruçou-se para o apanhar e reparou numa fita que dizia," bem vindo ao meu mundo".

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

depressão das aves

Esta coisa pode estar cheia de erros, mas a única coisa que tenho feito com a mão é martelar.. Ultimamente tenho andado ocupado, tudo por causa do pessoal que regressou de férias com as solas gastas de tanto passear à beiras mar. De tanto desfilar que foderam o caralho das chuteiras todas, já nem com pitons de alumínio lá vão...fodem tudo.. Muito salto enfiado no meio das calçadas e muita borracha gasta por esse litoral a fora. Hoje tudo acabou, acabaram-se as férias, começa a depressão pós férias, grande filha da puta de ideia essa de arranjarem depressões para depois das férias, com esta doença tão perigosa o melhor é mesmo não saírem de casa e esquecerem as férias para o próximo ano.,,arre foda-se....não há paciência...ide trabalhar.
Nem sequer tenho tempo para assistir aos debates e ver as reportagens das vidas dos nossos candidatos. No outro dia, passei uma volta por os canais e vi o Portas a dar beijo `a velhada toda, fiquei preocupado com o man, não vá ele estar infectado com a gripe e ainda arranja alguma gripe cds1pp1. Ando triste com a minha Nélita, que não diz nada, está amarrada num jogo, que não me diz nada, não me agrada nada e até fico preocupado só de pensar que pode ir alguém para governo e só depois venha a descobrir quais as suas medidas, estratégias etc.....enfim,,,,acredito que até sejam razoáveis,,,,mas fodasss, ela que bote cá para fora alguma coisa,,,,,nem que seja disparates, aí já poderia fazer algum juízo e tirar algumas conclusões. Nestas merdas, como na vida, prefiro os fala baratos, podem dizer merda atrás de merda, mas todos percebemos o que pensam,,,,ou não?!....

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bertolt Brecht


"Para quem tem uma boa posição social, falar de comida é coisa baixa. É compreensível: eles já comeram."


"Primeiro vem o estômago, depois a moral."

O Analfabeto Político
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."

Bertolt Brecht

Eu cá não entendo nada de política, mas acho que é tão importante ter boas prostitutas como bons políticos. Era para escrever umas merdas valentes sobre política, mas acho que com a qualidade desta primeira frase, nem vale a pena escrever mais nada.

sábado, 29 de agosto de 2009

O salto na educação

Epá...maldita a hora em que coloquei aqui umas fotos da minha linda Yelena Isinbayeva. Já sabia que tinha a capacidade antecipada de prever certos acontecimentos, o da Yelena era óbvio de mais e não precisei de despender de muita energia para perceber que o sucesso não tardaria. Enquanto uns andavam para aí a postar as fotos da nossa, não menos simpática e vistosa atleta, Blanka Vlasic, que apesar de tudo não me transmite tão boas sensações como a Yelena (por exemplo quando chora ao ganhar/perder), embora admire também as qualidades de dançarina da Blanka e tenha receio das suas enormes mãos, eu deu-me na cabeça para homenagear a Y.I., e o resultado foi ter cerca de 20 países diferentes a invadirem um blog que disputa os últimos lugares da terceira divisão de honra.
Eu que nunca me engano, embora não entenda nada de nada desta merda de desportos que me dão sono e não me excitam nenhum tipo de músculo, ao contrário do tênis de mesa, vou deixar aqui o nome de outra atleta, que é igualmente bonita, e que em breve será motivo das mais diferentes buscas. Agora não me lembro do nome, mas vou aqui colocar outra foto qualquer de uma gaja bonita qualquer.

Ontem falei aqui de como achava estúpido passar tanto tempo na escola. Reflecti acerca disso durante a noite e concluí que é estúpido aumentar o ensino obrigatório para 12 anos, e mais estúpido é, começar no 1º e terminar no 12º ano. Menos estúpido seria, na minha opinião, iniciar o ensino obrigatório, por exemplo um ou dois anos antes de entrar para o 1º Ceb. Ora, a lógica é simples, quanto mais cedo os alunos se iniciarem na escola, mais sucesso terão, digo eu. Acredito que um aluno que tenha a possibilidade de acesso ao jardim de infância, mais facilidades vai sentir ao chegar ao 1 ano e é nesta altura que se aprende melhor e as dificuldades serão atempadamente detectadas. Já no 11º ou 12º, o aluno já vai viciado e se nunca deu nada para o verbo nos anos anteriores, não vai ser nestes anos, que se vai tornar génio..

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vão trabalhar

Já vi que estes gajos que tomaram conta da educação não entendem nada disto. Faz algum sentido aumentar o número de anos no ensino obrigatório. Será que muitos gajos, precisam de tantos anos para adquirir competências que eu adquiri com a 4º classe?
Já aqui disse que há para aí pessoal com o 9º ano de escolaridade que equivale ao 4º ano antigo, não têm método, não sabem falar, dão erros, não sabem interpretar, só conseguem fazer contas com a calculadora e não querem aprender. Não entendo porque é que fazem perder tempo a um gajo que tem vocação para ser carpinteiro, para depois de concluir os estudos ser carpinteiro. O que precisamos hoje, são de gajos capazes de fazer, que dominem a técnica e não de teóricos que não sabem fazer uma poda ou uma enxertia. Isto é mesmo um Pais de maluquinhos, governado por gajos que não têm noção de merda nenhuma e acham que todos têm de ser doutores. Cambada do caralho, acham que é a estudar que vão tornar as pessoas melhores, com mais carácter e valores... é por causa de não deixarem os putos trabalhar que hoje não sabem fazer nada, já se acham doutores e passam por o pessoal que tem trabalhos ditos menores com uma elevação do caralho, demostrando uma indiferença por o pessoal que anda por ex. nas obras ou na jardinagem, não valorizando nada estas profissões. A minha professora da primária não se cansava de repetir, que todas as profissões são importantes, o pastor, o padeiro, o construtor civil etc...mas hoje em dia todos querem ser, doutores, engenheiro, professores, advogados etc, haja paciência. Está provado que não é por ter cursos superiores que as pessoas têm mais dinheiro, ou são mais espertas ou até mais felizes, podia aqui escrever o nome de alguns gajos que estão cheios do papél e que não sabem o teorema de pitágoras, mas deixo essa pesquisa para vocês.


Hoje, este blog bateu o record de visitas num dia, e o nº de visitantes do dia passado foi 69. Fantástico, que número, estou abismado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009